O metrô de Belo Horizonte ficará completamente parado na próxima sexta-feira (14). A decisão foi tomada nessa terça-feira (10), em assembleia no Sindicato dos Metroviários (Sindmetro). A ação integrará a greve geral, programada para a mesma data, em todo o país. 

De acordo com a diretora do Sindmetro, Alda Lúcia Fernandes, a escala mínima exigida por lei, que mantém 30% das linhas de trem em operação, não será cumprida. A paralisação virá como manifesto contrário à Reforma da Previdência, à falta de investimentos na Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e à possível privatização da empresa, informou a dirigente. 

Os trens voltarão a funcionar, normalmente, no sábado (15). Segundo Alda Fernandes, os metroviários foram convocados a participar de concentração na Praça da Estação para manifestação. 

Procurada, a CBTU-BH informou que já ajuizou uma Ação Cautelar no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) pedindo a garantia de uma escala mínima para reduzir os "efeitos da greve junto à população que utiliza o metrô". A companhia aguarda agora uma manifestação do tribunal. 

"O anúncio de paralisação ocorre em meio a manifestações contrárias à Reforma da Previdência e não guarda relação com nenhuma negociação salarial específica em curso na Companhia. A decisão dos metroviários mineiros já foi comunicada à Administração Central da Companhia Brasileira de Trens Urbanos. Se confirmada, a paralisação total do sistema poderá afetar cerca de 193 mil usuários que utilizam o metrô, diariamente, nas 19 estações do sistema em BH", concluiu a CBTU. 

Já a BHTrans informou que está acompanhando a movimentação para definir como será a mobilidade em função das possíveis paralisações na sexta-feira.

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