Representantes do Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais (Sindimetro-MG) se reúnem nesta terça-feira (21) com o superintendente da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) de Belo Horizonte, Miguel Marques, para discutir a disponibilização de recursos para o metrô de BH.

A própria companhia já informou que o orçamento do órgão teve uma redução de cerca de R$ 40 milhões neste ano. A categoria reivindica a liberação de verbas adicionais para que o serviço ofertado ao passageiro não seja afetado. 

Por causa da questão financeira, contratos com empresas terceirizadas chegaram a ser interrompidos. Um deles, de funcionários que realizam a manutenção dos trens, foi reativado nesta segunda-feira (20). Caso o trabalho da manutenção continuasse a ser afetado, a categoria faria uma paralisação do serviço por questão de segurança.

“Sem esse trabalho preventivo, os vagões não são liberados para rodar. Temos 35 trens e precisamos de 22 rodando no horário de pico. Na última sexta-feira (17), esse número chegou a 17”, afirmou o secretário-geral do Sindimetro, Romeu José Machado Neto.

Contratos com empresas terceirizadas que fornecem funcionários para a limpeza de prédios da CBTU também foram reativados após pressão dos trabalhadores. Durante cerca de quatro meses, tempo em que os contratos ficaram suspensos, os próprios funcionários faziam a limpeza levando produtos de casa.

Em nota divulgada no início do mês, a CBTU informou que, apesar do corte no orçamento, a meta é evitar qualquer tipo de interrupção do serviço de transporte para a população.

A CBTU em BH tem um orçamento de R$ 47 milhões para o ano de 2016, bem abaixo dos R$ 86 milhões de 2015