Enquanto o Supremo Supremo Tribunal Federal (STF) julga o habeas preventivo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Belo Horizonte manifestantes ocuparam a praça Afonso Arinos desde a tarde desta quarta-feira (4) em vigília aguardando o resultado final pela prisão ou não do ex-presidente. O protesto de apoio a Lula é realizado pela Central Única dos Trabalhados e movimentos sociais ligados ao PT. 

Após a concentração, os manifestantes se deslocaram no sentido Praça Sete. Eles fecharam os principais cruzamentos do Centro da capital, o que complicou a vida dos motoristas na volta pra casa. O trânsito ficou lento na avenida João Pinheiro com rua Goitacazes e nas avenidas Afonso Pena e Álvares Cabral, onde houve bloqueios, além de várias outras vias devido ao efeito cascata. 

O coletivo Alvorada, criado na época do impeachment contra Dilma Rousseff, tem cerca de 30 integrantes em BH. O grupo luta contra o golpe e, na tarde desta quarta-feira, montou a "Tenda da Democracia" na praça Afonso Arinos. Eles foram apoiar o ex-presidente.  "Nós procuramos ficar juntos em momentos como o de hoje para fortalecer a luta pela democracia", diz uma integrante.

Segundo a Polícia Militar, a tropa administrativa está de prontidão e acompanha o grupo. Caso haja necessidade, o policiamento será reforçado por homens do Comando de Policiamento da Capital e do Policiamento Especializado. Mas, devido a uma chuva fina e ao resultado parcial contra o ex-presidente, o protesto se despersou no fim da noite.

Protesto em Brasília

As manifestações em Brasília durante o julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Supremo Tribunal Federal (STF) reuniram 4 mil pessoas na Esplanada, segundo a Polícia Militar.

Segundo a PM, havia cerca de 2,5 mil manifestantes contra o habeas de Lula no horário de pico e outras 1,5 mil a favor do pedido do petista. Neste fim de tarde, cerca de 1,6 mil pessoas permaneciam nas vias.

Os onze ministros decidem se concederão ou não ao petista o direito de responder em liberdade até o final do processo em que foi condenado, em primeira e segunda instância, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, pela posse e reforma de um apartamento tríplex no Guarujá (SP). Se o pedido for rejeitado, Lula pode ficar diante da possibilidade de um mandado do juiz Sergio Moro determinando a imediata execução da pena, de doze anos e um mês de prisão.


(*Com Estadão Conteúdo)

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