O governo federal tem exatos cem dias para enviar 26,8 milhões de vacinas contra a Covid-19 a Minas, se quiser manter a previsão de imunizar, com pelo menos uma dose, todos os adultos até setembro. O cálculo foi feito a partir das remessas prometidas pela União, que prevê entregar 268,5 milhões de imunizantes aos estados – 10% a Minas.

A antecipação – anteriormente, o cronograma estipulava a imunização até outubro – foi prometida na segunda-feira pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Atualmente, 11,5 milhões de doses foram distribuídas ao território mineiro. Ou seja, o número de novas entregas precisa mais que dobrar nos próximos três meses. 

“Se o governo federal distribuir o suficiente até setembro, Minas vacinará até setembro. A nossa condição é receber as vacinas de forma adiantada pela previsão inicial”, afirmou o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, em entrevista coletiva.

Expectativa é a de que a União envie 38 milhões de doses aos estados em junho. Na sequência, serão mais 35 milhões em julho, 68 milhões em agosto, 62,5 milhões em setembro e 65 milhões em outubro. Em média, 10% vêm para Minas

Nos próximos dias são aguardadas mais 800 mil doses, entre Janssen, AstraZeneca e Pfizer. “São mais de 8 milhões de doses que chegarão ao Ministério da Saúde nesta semana. Cerca de 10% vêm pra Minas Gerais, então temos uma expectativa de novas doses chegando, com essa novidade da Janssen, que ainda será encaminhada pelo ministério qual o grupo específico (a ser protegido)”.

O Ministério da Saúde não confirmou, até a publicação dessa reportagem, o quantitativo de doses necessárias para antecipação.

Veja vídeo:

Mudanças

Uma semana depois da inclusão das grávidas e puérperas sem comorbidades no público-alvo da vacinação, as lactantes também serão adicionadas ao Plano Nacional de Imunização (PNI). De acordo com Baccheretti, serão protegidas as mulheres que estão amamentando crianças de até seis meses.

A deliberação foi aprovada semana passada após alinhamento entre SES, MP e Conselho Nacional de Secretários de Saúde. “Lactantes devem ser vacinadas. Não é contraindicada a vacinação”.

* Com informações de Luiz Augusto Barros