As autoridades de saúde investigam 20 mortes suspeitas por coronavírus em Minas Gerais. Até o momento, outras 20 pessoas seguem internadas em Centros de Terapia Intensiva (CTIs). Detalhes sobre os pacientes não foram repassados.

As informações foram dadas ontem pelo secretário de Estado de Saúde (SES), Carlos Eduardo Amaral, ao comentar, durante entrevista coletiva, sobre o suposto aumento de atendimentos em uma funerária na capital mineira. 

Um boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar (PM) e que viralizou nas redes sociais indicava que o local recebeu mais de 70 corpos nos últimos três dias.

De acordo com o documento, a causa das mortes teria sido insuficiência respiratória causada pela Covid-19.

Segundo Carlos Eduardo Amaral, diversas doenças podem culminar em insuficiência respiratória, como Acidente Vascular Cerebral (AVC) e pneumonia. “A Vigilância Sanitária está atenta a todos os casos, que são rastreados. Todos os pacientes em CTI fazem o teste para termos certeza se há ou não a presença de coronavírus. Não há como fazer relação desses óbitos (registrados na funerária) com casos de coronavírus”.

Confira a explicação na coletiva:

"Para se ter uma ideia, hoje nós acompanhamos 20 casos internados em CTI que têm suspeita de coronavírus e 20 casos de óbitos estão em investigação do coronavírus, que não são esses casos registrados (pela funerária)”

(Carlos Eduardo Amaral, secretário de Estado de Saúde, em coletiva, ontem à tarde)

Mortes suspeitas por Covid-19 geralmente não constam no boletim epidemiológico divulgado diariamente pela SES, informou a pasta em nota. “Os óbitos estão em investigação e, caso sejam confirmados, serão amplamente divulgados”, informou´.

O documento divulgado ontem traz o total de 128 mineiros infectados – 45 a mais em relação aos dados do último domingo. Dos resultados positivos, 60 são de moradores de Belo Horizonte. Também há testes positivos em outras 17 cidades mineiras. Existem, ainda, 7.766 notificações suspeitas.

Em meio ao avanço da Covid-19 no território, idosos, que fazem parte do grupo de risco devido às complicações em decorrência da doença, ainda ignoram as recomendações das autoridades para que fiquem em casa. Ontem, pessoas mais velhas foram vistas andando pelas ruas em diversos pontos da capital. 

A psicóloga Lívia Guimarães explica que muitos idosos têm medo da finitude, da morte e da solidão. “Muitos se distraem com as coisas cotidianas da vida para se esquecerem dessas questões”, frisa a especialista.