Os mais de 300 mil dependentes de crack em Minas, segundo critérios do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), deverão receber, a partir de agora, mais atenção por parte dos governantes. Na sexta-feira (29), na Cidade Administrativa, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a formalização da inclusão de Minas no programa “Crack, é possível vencer”.

Quinto estado da União a ser incluído no programa, os recursos fazem parte do pacote do Governo federal, de R$ 4 bilhões à prevenção, tratamento e combate ao crack no país. Segundo Padilha, serão transferidos R$ 476,7 milhões, divididos ao longo deste ano até 2014. Padilha disse que os recursos já estão previstos no orçamento.

Ontem, o governador Antonio Anastasia e o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, assinaram o convênio. Lacerda assinou o protocolo de intenções do programa “Recomeço”, com injeção de recursos federais de R$ 14 milhões para reforço das ações de combate e prevenção já desenvolvidas pela prefeitura. Lacerda, Anastasia e Padilha oficializaram a assinatura do pacto da transferência dos R$ 476,7 milhões a partir de agora até 2014.
Minas Gerais é a quinta unidade da Federação a aderir ao programa lançado pela presidente Dilma Rousseff em dezembro de 2011.

Conforme o programa, a previsão é de que, com os recursos federais, a capital mineira passe a ter três Centros de Atenção Psicossocial l – Álcool e Droga (CAPS-AD) para atendimento 24 horas até o final deste ano, com previsão de mais dois até 2014. Também estão previstos mais seis Consultórios nas Ruas, em que equipes de psicólogos, médicos e enfermeiros abordam usuários de álcool e drogas nas ruas para tratamento ou internação em enfermarias especializadas.