Minas já registra uma média de 42 incêndios florestais por dia em 2020, conforme levantamento do Corpo de Bombeiros. De janeiro a julho foram 8.719 intervenções em matas do Estado. Porém, o alerta é maior a partir de agora. Com o tempo seco e a falta de chuva, o período crítico acontece em agosto e setembro.

Nesta quinta-feira (20), um incêndio consome uma área verde próximo ao bairro Olhos D'água, na região Oeste de BH. Quem passa pelo Anel Rodoviário já consegue observar muita fumaça e destruição. Brigadistas atuam por lá e militares seguiam para ajudar nos trabalhos. 

De acordo com o Corpo de Bombeiros, só em julho foram registrados 3.500 incêndios florestais. Desses, 1.210 na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), sendo 862 na capital.

Incêndio

Incêndio em área de mata no bairro Olhos D'Água, nesta quinta-feira

A corporação alerta que 99% dos casos são causados pela intervenção do homem, como queimadas criminosas em áreas de pasto, guimbas de cigarro e até mesmo pequenos atos, como queima de folhas no quintal.

"Estamos em um momento crítico, de julho a setembro há uma redução da umidade do ar e um aumento médio da temperatura. Em Minas, por conta da topografia, temos ainda a formação de correntes de vento, que contribuem para a propagação do fogo, aumentando a área atingida pela queimada de forma rápida", explicou o tenente Pedro Aihara, porta-voz do Corpo de Bombeiros. 

Segundo ele, a população deve se conscientizar de que a queimada afeta diretamente a qualidade de vida de todos. "Essas áreas florestais que são atingidas pelos incêndios contém nascentes que dependem dessa vegetação. As queimadas podem afetar o sistema hídrico das cidades, além de prejudicar a qualidade do ar e contribuir para o agravamento das doenças respiratórias", explicou o tenente.