Minas Gerais registrou 66.629 casos prováveis de dengue neste ano, de acordo com boletim epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (25) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). O número é 647% maior do que todas as ocorrências da doença registradas nos três primeiros meses de 2018 no Estado, quando foram feitas 8.915 notificações.

Até o momento, a SES confirma seis mortes por dengue nos municípios de Arcos, Betim, Passos, Uberlândia e Unaí (onde houve dois óbitos). Outras 27 mortes estão sob investigação via exame laboratorial. A secretaria ressalta que os óbitos foram registrados ao longo dos três primeiros meses do ano e não são, necessariamente, recentes. Vale lembrar que 11 pessoas morreram de dengue em 2018 em território mineiro.

A orientação da secretaria para toda população é de buscar a eliminação dos focos de Aedes aegypti, bem como buscar a unidade básica de saúde mais próxima diante do aparecimento de qualquer sintoma (febre alta, associada à dor de cabeça, prostração, dores musculares, nas articulações e atrás dos olhos; além de manchas vermelhas pelo corpo e coceira).

Incidência alta

A incidência de casos de dengue no Estado, de 315 casos para 100 mil habitantes, é considerada alta pelo Ministério da Saúde. De acordo com a SES, o número de casos em 2019 ultrapassou o número de casos registrados em anos não epidêmicos, mas não atingiu a intensidade das duas últimas epidemias, registradas em 2013 e 2016.

O alerta é dado especialmente aos 53 municípios que estão com incidência muito alta de casos prováveis de dengue. Felixlândia (região Central), São João Nepomuceno (Zona da Mata) e Santa Fé de Minas (Norte) são as cidades com os maiores números de casos no Estado.

Confira a lista com os municípios que possuem a maior incidência da doença no último mês, conforme boletim epidemiológico:

cidades alta incidência de dengue 

Em relação à febre chikungunya, Minas Gerais registrou 869 casos prováveis da doença. Em 2019, até o momento, não houve registro de óbitos suspeitos da doença. Já em relação à zika, foram registrados 262 casos prováveis da doença nos três primeiros meses do ano.

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