Minas Gerais tem quase uma barragem por município. Ao todo, são 698 barragens instaladas no Estado, a maior parte delas, utilizada para fins de mineração e localizada na bahia do rio São Francisco. Cerca de 30% de todas as barragens mineiras possui alto potencial de impacto ambiental e mesmo assim, foram consideradas aptas a funcionar. 

Os dados estão disponíveis no Banco de Barragens da Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam) e são referentes ao ano de 2017, última listagem divulgada oficialmente pelo órgão. 

Na classificação de risco do relatório, 205 das 698 estruturas foram listadas com alto potencial de dano ambiental e outras 303 estão catalogadas com médio potencial de dano ambiental. Apenas 190, ou 27% de todas as barragens presentes no Estado, estão classificadas com baixo risco de dano ambiental. 

Mesmo assim, apenas 12 estruturas não possuem estabilidade garantida pelo auditor e sobre outras 10, o auditor não concluiu o laudo por falta de dados e documentos técnicos. As outras 663 barragens foram asseguradas pelos auditores como tendo a estabilidade garantida, inclusive, a barragem do Córrego do Feijão, que se rompeu em Brumadinho nesta sexta-feira (25). 

A condição de estabilidade garantida significa, segundo o relatório da Feam, que as estruturas "não demonstram, no momento da realização da auditoria, risco iminente de rompimento". 

Em Minas, as regiões que mais acumulam barragens são a Central e a Região Metropolitana de Belo Horizonte, que totalizam 264 esruturas e, respectivamente, onde aconteceram as tragédias de Mariana e, agora, de Brumadinho.