Minas Gerais tem 21 casos confirmados de sarampo, segundo boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (SES), divulgado nesta sexta-feira (24). Outros 225 foram notificados e 42 estão sob investigação.

Conforme o levantamento, Belo Horizonte é a cidade com mais incidência de casos (8), seguida por Juiz de Fora (4), Cataguases e Conselheiro Lafaiete (2), Betim, Iturama, Miraí, São Sebastião do Paraíso e Três Pontas (1).

Ainda de acordo com a SES, a cobertura vacinal da tríplice viral e tetra viral no período de janeiro a maio de 2020, em crianças de 1 a 4 anos de idade, é de 20,05% para a primeira dose e a faixa de idade com maior cobertura é a de 1 ano de idade, com 78%.

O boletim mostra ainda que o maior número de infectados tem entre 10 e 19 anos, com oito registros, e de 20 a 29 anos, com nove. As estatísticas, segundo a SES, contrariam o esperado, que é no grupo infantil. Mas, essa incidência se deve à baixa cobertura vacinal nessas faixas-etárias.

A doença

Causado por vírus, o sarampo é uma doença infecciosa grave que pode levar à morte. A transmissão ocorre por via aérea, ou seja, quando a pessoa infectada tosse, fala ou respira perto de outras pessoas.

Mesmo quando o paciente não morre, há possibilidade de a infecção ocasionar sequelas irreversíveis. Quando a doença ocorre na infância, o doente pode desenvolver pneumonia, encefalite aguda e otite média aguda, que pode gerar perda auditiva permanente.

Os sintomas do sarampo são febre acompanhada de tosse, irritação nos olhos, coriza (nariz escorrendo ou entupido) e mal-estar intenso. Quando o quadro completa de três a cinco dias, podem aparecer manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas.