Minas Gerais tem 27.172 casos prováveis de dengue registrados neste ano, que englobam as confirmações e os casos suspeitos da doença, segundo informações do boletim epidemiológico de monitoramento da Secretaria de Estado da Saúde, divulgado nesta terça-feira (11). 

Os resultados do Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (Liraa) mostram que pelo menos 42,7% dos municípios que informaram ao estado o resultado do estudo estão em situação de risco ou em alerta para a possibilidade de surto da dengue. Em outubro e novembro houve um aumento significativo nos números da doença, se comparado ao mesmo período do ano passado. De acordo com SES, essa alta pode ser explicada pelo desabastecimento de kits para diagnóstico laboratorial.

Oito pessoas já morreram vítimas da doença em Araújos, Arcos, Conceição do Pará, Lagoa da Prata e Moema, no Centro-Oeste do Estado; em Contagem, na Grande BH; e em Ituiutaba e Uberaba, no Triângulo Mineiro. Onze mortes ainda são investigadas.

Em novembro de 2017, o número de casos prováveis era de 676, enquanto no mesmo mês deste ano foram registrados 1.780. Só nos primeiros dez dias do mês de dezembro são 120 registros.

E a população deve ficar em alerta, porque os depósitos de água com foco de Aedes foram identificados em 468 cidades; em residências foram 401 municípios; e em depósitos de lixo em 367.

Em relação à febre chikungunya, Minas Gerais registrou 11.701 casos prováveis da doença, a maioria na região do Vale do Aço. Este ano foi confirmada uma morte pela doença em Coronel Fabriciano e outras duas estão em investigação. 

No caso da zika foram registrados 162 casos prováveis da doença, sem registro de óbito.

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