Pelo menos 258 casos de dengue são registrados por hora em Minas Gerais. A média leva em conta as mais de 43 mil notificações apenas na última semana. De janeiro até agora, foram mais de 209 mil doentes no Estado. O dado consta em boletim divulgado ontem.

O relatório ainda mostra que o número de mortes em decorrência da enfermidade subiu para 25. Outras 82 são investigadas.

Na tentativa de frear o crescimento de infectados pela doença transmitida pelo Aedes aegypti, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) anunciou, ontem, verba de R$ 17 milhões para 32 cidades ampliarem o enfrentamento à dengue, zika e chikungunya. 

O repasse será destinado às Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs). De acordo com o governo, o montante refere-se a um adiantamento de seis meses da contrapartida de custeio desses locais.

Reforço

Já Belo Horizonte, que concentra o maior número de casos de dengue em Minas, passou a contar com reforço do Exército. Desde ontem, 54 militares atuam em funções administrativas nos três Centros de Atendimento à Dengue (CADs) e nas tendas montadas para acolhimento de pacientes com sintomas da doença.

“A ideia é que, enquanto eles fazem trabalhos, por exemplo de organização de fluxo de prontuários e coletas de dados, os médicos e auxiliares fiquem integralmente destacados para a assistência à população”, frisou a diretora de Assistência da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Renata Mascarenhas.

A gestora disse, ainda, que médicos da Polícia Militar (PM) também auxiliam em unidades na região do Barreiro, onde há um número grande de pacientes.

Alerta

A diminuição das chuvas e quedas das temperaturas preocupam as autoridades. O receio é de que, nesse período, a população “relaxe” na vigilância contra os criadouros do vetor das doenças.

Assessora técnica da Diretoria de Vigilância Epidemiológica da SES, Rejane Letro diz que o descuido pode fazer com que os números de casos de dengue continuem altos no Estado, se comparado aos meses de novembro a abril, quando historicamente se espera a maior quantidade de notificações.

“O ovo do Aedes pode durar até 450 dias sem água. Essa condição permite que eles sejam transportados a grandes distâncias, até o próximo período chuvoso, quando poderá eclodir até a formação do mosquito adulto apto a transmitir as enfermidades”, explicou Rejane Letro.

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