As taxas de ocupação de leitos para pacientes com Covid-19 são as menores em Minas Gerais desde o início da epidemia, informou o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, nesta terça-feira (15). Entre as vagas de UTIs, 62,36% estão ocupadas, enquanto entre os leitos de enfermaria a taxa é de 59,76%.

De acordo com o secretário, esses números sugerem uma tendência de redução dos casos no Estado, mas isso não quer dizer que a população pode deixar de lado os cuidados básicos de prevenção, como distanciamento social, higienização das mãos e uso de máscaras. “Isso é resultado de um trabalho coletivo de toda a sociedade e esse trabalho não deve se encerrar”, disse o secretário.

"Não existe o normal que tínhamos em 2019. Agora temos que ter o novo normal. É fundamental que a vida vá voltando aos poucos, mas esse voltar não pode ser de qualquer jeito, ou  podemos ter o que não queremos de jeito nenhum, que é regredir e ter necessidade novamente de ter um isolamento maior. A sociedade tem que mostrar que aprendeu a se cuidar, que vamos a cada dia nos cuidando mais, de forma que venhamos a poder retomar as aulas e ir progredindo nas ondas", afirmou. 

Amaral reforçou ainda que Minas Gerais tem a menor mortalidade a cada 100 mil habitantes do país – 29,7 óbitos para cada 100 mil pessoas, enquanto a média nacional é 62,8 – e é fundamental que a população mantenha a atenção para que o Estado continue tendo esse resultado. 

O secretário-adjunto de Saúde, Marcelo Cabral, relembrou que a criação de leis e normas que visam a prevenção não são suficientes se não houver cumprimento. “É de pouca valia produzirmos uma série de atos normativos se a sociedade não tiver comportamento adequado para o controle da pandemia”, alertou Cabral, reforçando que o retorno das atividades econômicas foi muito importante para toda a sociedade.