A Secretaria de Estado de Saúde (SES) confirmou nesta terça-feira (3) a primeira morte por dengue em Minas Gerais em 2020. Trata-se de uma moradora de Medina, no Vale do Jequitinhonha. 

O número de óbitos da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, contudo, pode ser ainda maior. Conforme a pasta, outras 10 mortes pela enfermidade estão sendo investigadas. Exames laboratoriais para comprovar a causa dos óbitos devem ser divulgados nas próximas semanas.

Casos prováveis

O balanço divulgado pelo Estado mostra, ainda, que houve uma explosão de casos suspeitos nos últimos 15 dias. Foram 7.203 novas notificações no intervalo de duas semanas. 

Com isso, as notificações saltaram de 13.178 para 20.381, o que representa aumento de 54% no período, ou seja, 617 infecções por dia.

Atualmente, conforme a SES, 45 municípios foram classificados com incidência muito alta para dengue. Outros 25 estão na categoria alta e 71 com média incidência.

Arma contra o mosquito

Nas próximas semanas, Belo Horizonte começará a utilizar uma nova arma para eliminar o mosquito transmissor da dengue. A Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) começará a utilizar veículos aéreos não tripulados para combater o Aedes.

"Em breve teremos um serviço de drones que vai procurar focos e jogar larvicidas que sejam capazes de matar os focos do mosquito", explicou o secretário municipal de saúde, Jackson Machado. 

O gestor, porém, não informou quando os equipamentos vão começar a sobrevoar as áreas com mais focos de dengue. Atualmente, as regionais Leste e Venda Nova lideram os números de casos suspeitos e são as que mais preocupam as autoridades de saúde.

Leia mais:
Brasil está mais preparado contra Covid-19 que contra pandemia H1N1 em 2009
Minas tem média de 274 casos prováveis de dengue por dia em 2020; dez mortes são investigadas