Um centro global com foco na produção de vacinas e tratamentos genéticos, que utilizam técnicas de DNA para combate de doenças, será implantado em Belo Horizonte por uma empresa árabe-brasileira de cooperação tecnológica, a Gennesys Life Sciences. O projeto foi desenvolvido por dois mineiros e tem estimativa de atrair R$ 250 milhões (aproximadamente U$ 50 milhões) nos próximos quatro anos.

Na última semana, o governo de Minas Gerais, por meio da agência de promoção de Investimento e Comércio Exterior, assinou um acordo de cooperação com os empreendedores para apoiar o avanço dos trabalhos. Com isso, o Estado ganha mais um empreendimento de pesquisa e soluções para a saúde.

A empresa, fundada pelos mineiros Rodrigo Sá e Marcos Ferraz, tem o objetivo de identificar, desenvolver e promover soluções de saúde. Além disso, espera estimular novos modelos colaborativos de pesquisa, em que empresas possam desenvolver soluções conjuntas para a população. A expectativa é girar mais de U$ 1 bilhão no mercado brasileiro com tecnologias, como para a vacina contra a Covid-19.

De acordo com um dos fundadores, Marcos Ferraz, a organização possui em seu portifólio uma tecnologia “multiuso” para criar vacinas. “Esta patente tem demonstrado uma versatilidade excepcional, já sendo usada em tratamentos para prevenir a rejeição de transplantes, substituir genes defeituosos e até mesmo no tratamento da cegueira humana. Neste momento, teremos foco total para utilizar esta tecnologia, que já se demonstrou mais rápida e mais barata também na produção da potencial vacina para Covid-19”, afirmou.

Ainda segundo as informações, a empresa tem reunido um de conselheiros que estão envolvidos no projeto, para que seja colocado em prática de maneira ágil. Entre os nomes estão o CEO do laboratório Genomika e diretor de genética do Grupo Albert Einstein, João Bosco, a VP de medicina imersiva e astronauta na Agência Canadense, Shawna Padya, o embaixador do Chile para os Emirados Árabes e atual presidente do conselho da Deca4 Advisory, Jean Paul Tarud e o diretor global da empresa Quintess, Breno Dias.

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