"O trabalho dignifica o homem. Então vamos ser dignos e trabalhar". Com esse lema, Paulo Henrique Nascimento Pereira, de 24 anos, madruga todos os dias da semana para garantir o sustento dele e da família. Apesar de não ter uma ocupação com carteira assinada e ser portador de paralisia cerebral, o que limita seus movimentos, de segunda-feira a domingo o mineiro bate ponto no Centro de Coronel Fabriciano, no Vale do Rio Doce, para vender balas no sinal.

A história de Paulo foi registrada em vídeo e as imagens têm comovido a web. Isso porque mesmo com tantas dificuldades, o rapaz sempre está com um largo sorriso no rosto e com mensagens de fé e otimismo para transmitir. Apesar da repercussão na internet - o vídeo já teve mais de 17 mil visualizações e foi compartilhado por quase mil pessoas -, o emprego ainda não surgiu. 

Mesmo sem a oportunidade de trabalho, Paulo comemora por outro motivo, que julga ser mais importante: levar a palavra de Deus. "Meu objetivo maior é passar o evangelho. Graças a Deus estou conseguindo transmitir a mensagem Dele", celebra o mineiro, que depois da rotina no Centro de Fabriciano, participa dos cultos em uma igreja da cidade.

Confira o vídeo que tem emocionado a web:

O Hoje em Dia conversou com Paulo e descobriu que, por mês, ele fatura R$ 200  com a venda de guloseimas. "Minha caixa é pequena, então não cabe muita coisa", explica. O rapaz confessa que sonha em arrumar um trabalho com carteira assinada: "na área administrativa seria ótimo para mim".

Paulo nasceu com paralisia cerebral e, até os 18 anos, recebia benefício de um salário mínimo do Governo Federal. Depois que a verba foi cortada, a única saída encontrada por ele foi vender balas nas ruas. O dinheiro que consegue é usado para manter a mulher, que também é portadora de paralisia cerebral.

Arrecadação

A história de superação do mineiro fez com que um conhecido produtor musical criasse uma vaquinha online para arrecadar dinheiro para ajudar Paulo. Quem quiser colaborar pode acessar esse link e doar.