Aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na última terça-feira (), o 30º partido político do país, o Partido Ecológico Nacional (PEN), está na mão de um mineiro e de seus familiares. De agora em diante, a legenda vai receber R$ 40 mil mensais de recursos do Fundo Partidário.

Nascido em Leme do Prado, no Vale do Jequitinhonha, Adilson Barroso Oliveira, o presidente nacional do PEN, admite que incluiu quatro irmãos, a mulher e o filho como membros do diretório nacional da legenda só para fazer número.

“Montar um partido é muito complicado. Ninguém quer ajudar; então, tive que pedir para meus parentes emprestarem os nomes para o diretório. Agora que o partido já foi criado pelo tribunal, vamos trocar todos”, reconhece.

De acordo com o site oficial do PEN na internet, Rogério Barroso Ferreira, irmão de Adilson, figura no cargo de 2º vice-presidente nacional da legenda. Sua mulher, Rute Ferreira de Lima Oliveira é a 3ª vice-presidente.

O outro irmão, Aguinaldo Barroso de Oliveira, está na função de secretário geral nacional. Também irmão de Adilson, Aldo Barroso de Oliveira é o 3º secretário nacional. O filho, Fernando de Lima Barroso, ocupa o cargo de 2º secretário nacional.

A irmã, Roselaine Barroso Ferreira, toma conta do caixa do partido. Ela é a 1ª tesoureira nacional. “Vou usar recurso para expandir o partido nos estados”, projeta o mandachuva do PEN.

Apesar da ideia de expansão, Adilson Barroso não sabe que orientação política seu partido vai seguir.

“Ainda não decidimos o nosso sistema de governo. Não sabemos se seremos oposição à presidente Dilma Rousseff ou se vamos apoiá-la”, afirmou.

Adilson Barroso, de 48 anos, já exerceu dois mandatos de vereador e dois de vice-prefeito em Barrinha (SP). Foi deputado estadual (2003/2006), sendo derrotado em 2010.

Cerca de 500 pessoas assinaram o abaixo assinado para criar o PEN.