Após cerca de 200 pessoas abandonarem as casas no povoado de Pinheiros, em Itatiaiuçu, na região Central, a ArcelorMittal vai oferecer um terreno para transferir o vilarejo de lugar. A medida, no entanto,só será adotada com o aval da população. Os moradores saíram dos imóveis na madrugada dessa sexta-feira após o risco de rompimento da barragem da mina de Serra Azul.

Não há previsão para o retorno às moradias. “Como o fato é novo e iniciamos agora nova avaliação técnica, não podemos estimar o prazo”, frisou o CEO da empresa, Sebastião Costa Filho. Segundo ele, testes mais rigorosos estão sendo feitos após o desastre em Brumadinho.

Entre os removidos, 83 estão em um hotel de Itaúna, na mesma região. A todos os desabrigados foram oferecidos kits de higiene pessoal e remédios de uso diário. Uma equipe de psicólogos e assistentes sociais está à disposição.

A reportagem do Hoje em Dia apurou que, até o início dessa sexta-feira, 36 moradores permaneciam nas residências. Eles estavam sendo cadastrados e convidados a evacuar a área para serem realocados. Porém, a assessoria da ArcelorMittal disse que não tinha informações sobre resistência de moradores.

Vale

Em Barão de Cocais também não há previsão de retorno das famílias às casas. A evacuação das comunidades ao redor da mina Gongo Soco, desativada em abril de 2016, se deu após a consultoria contratada para avaliar a condição da barragem se negar a atestar a estabilidade da estrutura. A situação foi informada pela Vale à Agência Nacional de Mineração (ANM), que determinou a retirada dos moradores. 

Como medida de segurança, a mineradora informou ter intensificado as inspeções no reservatório. Também será implantado equipamento para detectar movimentações na estrutura. Consultores internacionais devem fazer nova avaliação nesse domingo. 

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