O Ministério da Saúde sinalizou afrouxar o isolamento social no país. Orientação publicada ontem pela pasta indica que apenas pessoas que realmente não podem circular livremente, como as maiores de 60 anos e as do grupo de risco, permaneçam em casa.

“É o começo de uma flexibilização para uma transição”, explicou o secretário nacional de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, em coletiva. Segundo o gestor, a mudança deve ser gradual.

Infectologista do Hospital Madre Teresa, em BH, Estevão Urbano diz que a medida seria precoce especialmente para Minas Gerais e a capital. “Estamos entrando em um período de pouca chuva e mais frio, o que aumenta a chance de circulação viral”, alerta o médico, que compõe o comitê de enfrentamento à Covid-19 criado na metrópole. 

O especialista frisa que flexibilizar o isolamento social neste momento é algo condicional. “Não garante que não aconteça um refluxo de casos, ou seja, uma onda maior após a liberação”.

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que precisa fazer um levantamento mais detalhado para verificar se Minas se encaixaria nessas novas diretrizes do governo federal.

A Prefeitura de BH foi procurada, mas não retornou até o fechamento desta edição.