Após receber duas representações indicando possíveis irregularidades na prova do concurso da Guarda Municipal de Belo Horizonte, aplicada no último dia 18 de agosto, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deu início a um procedimento inicial que apurará se há motivo ou não para a instauração de um inquérito. As denúncias dão conta sobre o uso de celulares e, também, de alguns candidatos que não puderam levar o gabarito para casa. 

A prova foi a primeira das cinco fases do concurso, que contou com a participação de mais de 80 mil candidatos. Eles disputam 500 vagas - sendo 400 destinadas para homens e 100 para mulheres. Os números mostram que o concurso terá, em média, 160 candidatos por vaga. Os aprovados em todos as fases terão salário inicial de R$ 1.851,20. Ao valor será acrescido R$ 277,68 de Gratificação de Disponibilidade Integral e R$ 740,48 referente ao Adicional de Risco. Com isso, a remuneração chega a R$ 2.869,37.

Segundo o MPMG, eles receberam duas representações a respeito do concurso que geraram o que é chamado de "Notícia de Fato", procedimento de apuração inicial. O primeiro deles trata sobre a "utilização de telefones celulares e captura de imagens das salas de prova e das folhas para preenchimento de gabaritos". 

Já a segunda Notícia de Fato apura a informação de que, no dia da aplicação da prova, alguns dos candidatos não puderam levar consigo o rascunho do gabarito, que seria utilizado para conferir os acertos. O órgão não deu uma previsão de quanto tempo deve levar para que estes procedimentos iniciais sejam concluídos. 

O Hoje em Dia entrou em contato neste domingo (1º) com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), que afirmou que só poderá se posicionar na segunda-feira (2). 

Já a Fundação Guimarães Rosa, responsável pela aplicação da prova, informou, por meio de nota, que foi constatado um fato isolado de tentativa de fraude do concurso, sendo que o mesmo já está sendo apurado. Leia o texto na íntegra: 

"Referente à denúncia sobre as possíveis tentativas de fraudes no Concurso Civil Municipal, ocorrido no dia 18 de agosto de 2019, a Fundação Guimarães Rosa informa que foi constatado um fato isolado de prática irregular, mas que já está sendo apurado. Esclarecemos que:

1)        Utilização de telefones celulares: os casos constatados durante o período de realização da prova foram registrados em ata e os respectivos candidatos eliminados, nos termos do Edital.

2)        Captura de imagens em local de prova e de folha de resposta: um fato isolado foi identificado e já está em apuração.

3)        Rascunho do Gabarito: o Gabarito constante no Caderno de Prova poderia ser levado pelos candidatos a partir das 16h30, conforme subitem 9.1.7.44.1 do Edital. No entanto, o rascunho individual foi disponibilizado pela Coordenação para os candidatos que saíram antes do horário indicado.

Como entidade responsável pelo processo de seleção, a Fundação Guimarães Rosa reforça o seu comprometimento por zelar pela segurança e lisura das informações e a sua conduta na investigação do caso será de transparência e ancorada nas determinações previstas no Edital.

Fundação Guimarães Rosa"

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