O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) recomendou agilidade ao município de Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na entrega de doações às vítimas do rompimento da barragem da Vale para evitar a deterioração dos bens.

Após inspeção realizada pelo órgão no mês passado, foi constatado que alguns locais onde estão armazenadas as doações precisam de correções. Os itens depositados na Escola Municipal Maria Coelli devem ser realocados, devido à insalubridade do local. Também foi recomendado que os itens de vestuário armazenados na escola, no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e em lojas alugadas pela Vale para servir de depósito provisório sejam separados, limpos e encaminhados aos atingidos.

Para o MPMG, todas as pessoas que ocupavam o território onde estão ocorrendo as consequências do rompimento, independentemente da natureza da ocupação, podem ser consideradas vítimas. Sendo assim, todos que se encaixem nessa definição podem receber doações. 

O documento estabelece também que o município deverá realizar, no período de 7 dias, reuniões com as comissões de atingidos para definir a melhor dinâmica de distribuição dos bens.

Segundo os promotores, o grande volume de doações e a diminuição no número de voluntários provocaram dificuldades no gerenciamento dos produtos, mas município informou que deverá receber, nos próximos dias, voluntários da Cruz Vermelha e do Servas para auxiliar na triagem dos bens armazenados.

Até o momento, o desastre com a barragem 1 da Mina do Córrego do Feijão tem 224 mortos identificados e 69 pessoas desaparecidas, conforme último balanço divulgado pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil.

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