O número de pessoas infectadas pelo novo coronavírus em Belo Horizonte e Contagem continua subindo de maneira acentuada, indicou o boletim publicado nesta sexta-feira (27) pelo projeto-piloto Monitoramento Covid Esgotos, feito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

O projeto estima que, na semana de 16 a 20 de novembro, havia cerca de 600 mil infectados em Belo Horizonte e 300 mil em Contagem. A projeção é baseada na quantidade de material genético do novo coronavírus encontrado em amostras retiradas de diferentes pontos do esgoto das bacias do ribeirão Arrudas e o do córrego do Onça.

Nas três semanas anteriores, a estimativa para a capital mineira era de 500 mil habitantes. A projeção subiu para 600 mil porque houve um aumento generalizado da presença do vírus no esgoto de Belo Horizonte.

O boletim afirma que as estimativas feitas nas semanas anteriores estão se refletindo nos casos confirmados na rede de saúde de Belo Horizonte – desde o início do mês, a taxa de transmissão do novo coronavírus está acima de 1,00, indicando aumento da epidemia de Covid-19 na população.

“Este cenário reflete o aumento da circulação do vírus em Belo Horizonte e aponta fortes indícios para novo agravamento da pandemia na capital. Ressalta-se, então, a importância do fortalecimento de medidas de prevenção e controle para redução da disseminação do vírus no município”, afirmam os pesquisadores, no boletim.

O projeto-piloto é uma iniciativa conjunta da ANA e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Estações Sustentáveis de Tratamento de Esgoto (INCT ETEs Sustentáveis/UFMG), em parceria com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).

 

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