Montalvânia é a segunda cidade do Norte de Minas a decretar lockdown por causa da pandemia do novo coronavírus. Após a prefeitura de Salinas fechar toda a cidade em junho, agora foi a vez da administração municipal do pequeno município de pouco mais de 15 mil habitantes recuar no processo de flexibilização.

A decisão foi tomada depois que seis funcionários da área de saúde foram testados positivos para a Covid-19. Com isso, já chega a 13 o número de casos da doença na cidade.

Fica determinado o fechamento total do comércio, incluindo o serviço de delivery – os segmentos considerados essenciais, como farmácias, postos de gasolina e supermercados só poderão funcionar até às 18h. Quem descumprir as normas poderá ter o alvará cassado. 

Montalvânia fica localizada no extremo Norte de Minas e possui 16.265 habitantes. O último boletim epidemiológico, divulgado na tarde de ontem, aponta que a cidade tem 85 casos suspeitos de coronavírus. Não há óbitos registrados. 

A cidade enfrenta dificuldades para o atendimento aos doentes por causa da falta de estrutura. Os casos mais graves, com necessidade de internação em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), precisam ser transferidos para Brasília de Minas, que fica a 293 quilômetros de distância, ou Montes Claros (a 344 quilômetros). 

O lockdown não tem data para terminar, segundo a Prefeitura de Montalvânia. Para o prefeito José Florisval de Ornelas (PTB), a medida é uma prevenção para evitar agravamento da situação. 

“O único hospital da cidade possui apenas um leito de UTI que é usado por pacientes de Covid-19 e para as demais enfermidades. Peço a cada cidadão que seja consciente, permaneça em casa e só saia se for extremamente necessário, sempre com o uso de máscara, e que mantenha distância de pelo menos dois metros das outras pessoas”, apela o prefeito. 

O decreto da prefeitura estabelece ainda que moradores que viajarem para outros municípios com casos da Covid-19, ao retornarem a Montalvânia obrigatoriamente terão que permanecer 14 dias em isolamento domiciliar.