Moradores de imóveis interditados no bairro União vão para hotéis em BH

Bernardo Estillac
Bernardo.leal@hojeemdia,com.br
05/01/2022 às 00:54.
Atualizado em 05/01/2022 às 11:43
 (Reprodução / Google Street View)

(Reprodução / Google Street View)

Os moradores da rua Artur de Sá, no bairro União, região Nordeste de BH, que tiveram seus imóveis interditados pela Defesa Civil na última segunda (3) devem ser transeferidos para hotéis, por conta do Minas Shopping, responsável pelas obras que teriam provocado a instabilidade no terreno no entorno do centro comercial.

Três imóveis foram vistoriados por técnicos do órgão, após o deslocamento de uma estrutura de contenção e de um muro. A Defesa Civil informou que a estrutura que deslizou é de responsabilidade do Shopping.

Washington Tadeu, 39, mora com a família em uma das casas e conta que decidiram permanecer no local, apesar da recomendação de deixar as residências. Ele afirma que passou em claro a noite de segunda (3) para terça (4). “Tive que dormir hoje no horário de almoço do trabalho. Cada barulho é um susto e estamos preocupados”, lamenta.

De acordo com ele, os moradores das casas ameaçadas tiveram uma reunião com a direção do Minas Shopping na noite de segunda-feira (3), quando foi acertado que o centro comercial alugaria quartos do hotel para as famílias até o dia seguinte.

De acordo com a Defesa Civil, a interdição é preventiva, já que o risco de danos estruturais não é iminente. E que a decisão de permanecer nos imóveis é de responsabilidade dos moradores. O órgão ofereceu um abrigo do município às famílias, mas elas recusaram a proposta. 

“No abrigo a gente só pode passar a noite, não tem onde ficar de dia, é inviável. Minha sogra mora em uma das casas (interditadas), ela é idosa, não tem como ficar num abrigo só à noite”, explica Washington Tadeu.

De acordo com os moradores, a rua começou a ceder em novembro de 2021, quando o shopping começou uma obra que afetava o solo abaixo da rua Artur de Sá.

Além disso, o fluxo de caminhões com mercadorias para um supermercado próximo aumenta o temor de quem mora na região. “Quando passam os caminhões a rua treme, todas as portas tremem”, conta Tadeu.

Em nota, a direção do Minas Shopping informou que contratou empresas especializadas para análise da área, mas que ainda não concluíram o diagnóstico. Paralelamente, o Shopping vem adotando todas as medidas recomendadas e que sejam de sua responsabilidade para mitigar os efeitos do ocorrido. Ainda segundo a nota, o Minas Shopping confirmou que entrou em contato com as famílias cujas casas foram interditadas e, independentemente da apuração das responsabilidades em andamento, providenciou a acomodação delas em hotel da região.

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