Dezenas de moradores, Associação dos Moradores do chacreamento São Sebastião do Maquiné, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a prefeitura de Santa Luzia, na Grande Belo Horizonte, se uniram para conter o desmantamento e a venda ilegal de terrenos na cidade. O encontro para definir estratégias, reuniu mais de 300 pessoas, às margens da BR-381, altura do bairro Bom Destino, no município, neste domingo (30).

De acordo com o presidente a OAB seção Santa Luzia, Francisco Massara Gabrich há oito anos os herdeiros de uma fazenda, com a ajuda de dois corretores da região, começaram um loteamento clandestino na cidade. “Já estamos com um processo na Justiça contra os envolvidos e conseguimos, neste ano, uma liminar que autoriza o poder público a assumir a regularizar o bairro. O problema é que para dar andamento é preciso conter novas construções, vendas de lotes e a derrubada desenfreada de árvores para abertura de ruas”, alertou ele.

O vice-presidente da Associação, o advogado Giovanni Charles Paraízo disse que os herdeiros insistem em manter as vendas ilegais sem garantir nenhum tipo de infraestrutura aos moradores. “Aqui não tem água, esgoto, transporte e nem escola. O que acontece no bairro é um crime. Várias nascentes também foram entupidas por caminhões de terra e nada aconteceu com os responsáveis. Já acionei o Ministério Público (MP) e protocolei na Justiça, no mês passado, um pedido de prisão preventiva contra os corretores”, explicou ele.

Segundo o vereador Ailton da Associação (PDT), o prefeito Carlos Calixto garantiu que a regularização do chacreamento sairá do papel. “Ele aguarda apenas o memorial descritivo dos terrenos para acabar com o impasse e começar os serviços de infraestrutura como água tratada para todos. Já conseguir uma empresa para fazer esse serviço”, afirmou.