A Agência Nacional de Vigilância Sanitária confirmou nesta quarta-feira (21) a morte de um voluntário brasileiro que participa dos testes da candidata à vacina britânica, desenvolvida em Oxford. A agência, porém, não informou se o voluntário recebeu a dose do fármaco ou o placebo, nem a causa da morte. O estudo não foi interrompido no país.

“Foram compartilhados com a Agência os dados referentes à investigação realizada pelo Comitê Internacional de Avaliação de Segurança. É importante ressaltar que, com base nos compromissos de confidencialidade ética previstos no protocolo, as agências reguladoras envolvidas recebem dados parciais referentes à investigação realizada por esse comitê, que sugeriu pelo prosseguimento do estudo. Assim, o processo permanece em avaliação”, afirmou a Anvisa, acrescentando que foi notificada na segunda-feira (19) sobre a morte.

A agência informou que os dados sobre voluntários de pesquisas clínicas devem ser mantidos em sigilo, conforme regulamentos nacionais e internacionais de Boas Práticas Clínicas. “A Anvisa está comprometida a cumprir esses regulamentos, de forma a assegurar a privacidade dos voluntários e também a confiabilidade do país para a execução de estudos de tamanha relevância”.

O laboratório AstraZeneca, responsável pela vacina, e a Unifesp, que responde pelos estudos, afirmaram que não podem oferecer detalhes sobre o voluntário por questões éticas que envolvem o processo de testes de vacina. Em setembro, os estudos relativos à vacina tiveram de ser interrompidos temporariamente, depois que uma reação foi identificada em um voluntário no Reino Unido. 

Caso a eficácia dessa vacina seja comprovada, o Ministério da Saúde prevê a fabricação de 100 milhões de doses no primeiro semestre de 2021. A produção ficará a cargo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 

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