O número de mortes causadas pela Covid-19 está em queda há sete semanas em Minas Gerais. Apesar do cenário de redução dos óbitos, o governo de Minas alertou, nesta segunda-feira (14), que a situação pode mudar caso os cidadãos não respeitem as regras de combate à doença.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), o maior número de óbitos registrados em uma semana, desde o início da pandemia, ocorreu entre 20 e 25 de julho - na 30ª semana epidemiológica do ano. Dessa data em diante, o índice passou a registrar queda pelas últimas sete semanas.

mortes por semana

Gráfico traz mortes pela Covid por semana. Clique para ampliar a imagem

 

De acordo com o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, o dado mostra uma tendência à desaceleração da epidemia, mas a situação pode se modificar porque as pessoas têm confundido a flexibilização da atividade econômica, ocorrida a partir do avanço das ondas do programa Minas Consciente, com a falta de necessidade de adoção dos protocolos de segurança. 

"Qualquer atividade que for realizada tem que ser sob a luz dos protocolos sanitários. Temos um bom desempenho, mas a epidemia não acabou. Vemos com clareza que, em países da Europa, eles tiveram um pico grande, depois um vale e, nas últimas semanas, os casos estão aumentando", afirmou. 

Conforme o gestor, essa situação de crescimento de casos não "pode ocorrer em Minas", sobretudo com a chegada da primavera e da época de férias, no verão. Segundo ele, "não é aceitável" que haja aglomeração ou qualquer adensamento sem o mínimo de cuidado, como uso de máscara, lavagem frequente de mãos e uso de álcool em gel. 

"Se isso não for feito, teremos aumento de casos e, consequentemente, os indicadores do Minas Consciente nos mostrarão que haverá necessidade de retomar as ondas  (mais restritivas). É isso que vai acontecer se as pessoas não se cuidarem", disse. 

Amaral ainda relembrou que a fiscalização de casos de aglomeração deve ser feita pelos municípios, mas que a Polícia Militar está disponível para auxílio. Conforme o gestor, o Estado continua acompanhando a situação e direcionando as cidades, por meio do Minas Consciente e demais deliberações, sobre quando é seguro retomar atividades ou encerrá-las.