Uma classe de inseto desconhecida no Brasil está atacando árvores da espécie fícus em Belo Horizonte. Os exemplares mais afetados ficam na avenida Bernardo Monteiro, no bairro Santa Efigênia, na região Leste.

Casos semelhantes foram detectados pelo mundo e o problema não foi resolvido. A solução pode ser encontrada em pesquisas feitas em Minas Gerais.

A praga recebeu o nome de mosca-branca-fícus. Ao sugar a seiva das árvores, ela provoca a queda das folhas. Se a infestação for grande, o fícus pode morrer, mas casos dessa natureza ainda não foram registrados.

O problema chamou a atenção da Gerência de Áreas Verdes e Arborização Urbana da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA). “Percebemos que, nos últimos meses, as árvores estão perdendo as folhas, o que não é comum na espécie fícus. Resolvemos enviar amostras à Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e à Universidade Federal de Goiás”, afirma a agrônoma Cássia Lafetá de Carvalho, da SMMA.

Apesar da praga ter sido identificada pela primeira vês nos Estados Unidos, em 2007, ainda não há uma cura registrada cientificamente. “Estamos adotando tratamentos alternativos. Enquanto isso, seguimos pesquisando um tratamento adequado”, disse Cássia.

Além da mosca, um tipo de fungo está apodrecendo e secando os galhos dos fícus. Segundo a agrônoma, o próximo passo é usar adubos orgânicos e minerais para tentar dar sobrevida às arvores.

Morando próximo à Bernardo Monteiro há 30 anos, Everaldo Cláudio Santos, de 53, está comovido com a situação. “Moro aqui desde que me casei e nunca vi as árvores assim. Tomara que encontrem a cura o quanto antes, para que o visual voltar a ser belo”.

Também participam das análises nos fícus os pesquisadores Mívia Rosa de Medeiros Vichiato, Marcelo Vichiato, Percílio Wander da Silva e Leonardo de Souza Pereira.