Seis meses após o grave acidente que matou duas irmãs no Anel Rodoviário, a Polícia Civil concluiu o inquérito do caso. O motorista de aplicativo - que transportava as vítimas - e do ônibus, também envolvido na batida, foram indiciados por homicídio culposo. A tragédia ocorreu em um cruzamento da marginal, próximo ao bairro Suzana, região Nordeste de BH.

Agora, após o término das investigações da polícia, o caso será encaminhado até o fim desta semana ao poder judiciário. Caberá ao Ministério Público decidir se está de acordo e, assim, dar sequência ao julgamento.

Responsável pelo inquérito, o delegado Rodrigo Fagundes definiu pela chamada pena agravada, de um terço à metade, em razão de ambos os condutores envolvidos transportarem passageiros.

“Essa foi mais uma tragédia ocorrida na cidade em razão da imprudência e desrespeito às leis de trânsito, o que levou à perda da vida de duas pessoas inocentes”, afirmou Fagundes.

Ainda segundo o delegado, dois fatos importantes foram identificados. O condutor do veículo de app desrespeitou a placa de parada obrigatória existente na via, colidindo no ônibus. Essa ação foi flagrada por câmeras de segurança próximas ao local.

Além disso, a perícia feita no coletivo identificou que, conforme o tacógrafo, o veículo transitava com o dobro da velocidade permitida na via, que é de 40 km/h.

O acidente, em 14 de outubro do ano passado, provocou a morte das irmãs Viviane Soares dos Santos, de 42 anos, e Liliane Soares dos Santos, de 37. O coletivo que se chocou com o carro de app era um suplementar da linha 80 (Jardim Vitória / Estação Vila Oeste).

Veja o vídeo do acidente:

 

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