Motoristas de BH cometem, em média, 1.213 infrações por excesso de velocidade por diaO desrespeito aos limites de velocidade é a maior causa de aplicação de multas de trânsito em Belo Horizonte. Em média, são1.213 infrações diárias para quem ultrapassa em até 20% a máxima permitida.

No ano passado, foram emitidas, ao todo, 436,8 mil notificações. O número foi ligeiramente menor que o de 2014 (444,4 mil), mas a média diária se manteve estável (1.234).

Em 2015, a cidade ganhou 38 novos radares de velocidade, o que presumiria um aumento de infrações. No entanto, explica o professor de Engenharia de Transporte e Trânsito da Fumec, Márcio Aguiar, a tendência de redução reflete o temor do motorista em ficar no prejuízo e ainda somar quatro pontos na carteira de habilitação.

O desrespeito aos limites de velocidade representou 40% do total de infrações em 2015, ano em que mais de 1 milhão de multas foram aplicadas na capital.

Geral

Em Minas, a alta velocidade também lidera o ranking de infrações, com mais de 870 mil, média de 2.436 ao dia. No total, o Estado teve mais de 3 milhões de autos emitidos no ano passado, sendo um terço na capital.

Avanço

Embora o maior número de multas seja por alta velocidade, a maior quantidade de equipamentos existentes em BH é de registro de avanço de sinal vermelho. Em 2015, 90 novos aparelhos do tipo começaram a funcionar, totalizando 138, responsáveis pelo registro de 241 multas por dia. A infração é a terceira mais cometida na cidade.

Na quarta posição ficou a invasão de faixa exclusiva, com 242 flagrantes diários. O desrespeito à regra, que visa priorizar o transporte coletivo, teve o reforço no ano passado de mais 30 radares. Atualmente, são 44 equipamentos distribuídos por avenidas como Pedro II e Augusto de Lima.

“Se tem aumento na fiscalização, são emitidas multas e as pessoas têm a carteira recolhida, a tendência é que, com o tempo, reduza o número de multas”, afirmou Aguiar.

Ele defende a instalação de radares em pontos estratégicos, além de campanhas educativas para reduzir o número de acidentes com vítimas fatais.

Neste ano, o número de radares vai aumentar ainda mais, com a instalação de novos equipamentos pela BHTrans. Somente nas avenidas Cristiano Machado, Pedro I e Antônio Carlos, serão 31 de avanço de sinal vermelho em funcionando nos próximos dias. No dia 6 de janeiro, outros 13 radares do mesmo tipo entraram em operação.

Grave

Muitos belo-horizontinos apertaram ainda mais o pé no acelerador, o que resultou em 27,7 mil infrações por transitar com 20% até 50% da velocidade máxima permitida. Dentre as infrações mais cometidas na capital estão, ainda, o desrespeito ao estacionamento rotativo, com 62,5 mil multas – média de 173 por dia –, e dirigir e utilizar o celular ao mesmo tempo (41 mil/113 ao dia).

Estacionar em local proibido também é um hábito condenável do motorista e que ainda tem rendido milhares de multas (32 mil/ 88 ao dia).

Na lista de irregularidades menos cometidas, falta da lente de contato e arremesso de água
 
Alguns motoristas foram flagrados em BH em situações pouco comuns e acabaram contribuindo com a lista de infrações menos cometidas. Uma pessoa deixou outro motorista dirigir, mas esqueceu que o amigo tinha de colocar os óculos ou lentes de contato. Também teve gente arremessando água ou detritos sobre outros carros.

Houve condutor que resolveu andar sobre jardins públicos e acabou sendo surpreendido pelo policial.

Outras situações de risco também foram registradas, como parar sobre viadutos e até tentar fazer o retorno no elevado. Um motorista resolveu fazer o retorno dentro do túnel e o resultado não poderia ser diferente: multa.

No Estado, houve infrações nada recorrentes. A promoção de competição esportiva na via pública rendeu uma multa. Deixar de dar baixa em registro de veículo irrecuperável ou desmontado também resultou em uma infração.

Ainda teve, em Minas, motorista que deixou veículo acima de 3.500 quilos parado em ladeira sem puxar o freio e sem colocar calço de segurança. Outras imprudências incluíram deixar de reduzir a velocidade ao aproximar de animais e de acostamento.