No primeiro dia de reabertura do comércio em Belo Horizonte, o movimento nas lojas do Centro da cidade foi fraco, segundo os comerciantes. A expectativa era de mais pessoas na rua com a volta das atividades não essenciais na capital nesta segunda-feira (1º).

A reportagem do Hoje em Dia foi ao hipercentro da cidade para acompanhar a volta dos serviços. Segundo lojistas, o movimento foi menor quando comparado com a última semana, mesmo com grande parte dos estabelecimentos fechados.

"O movimento está fraco. Acho que muita gente está com medo, e com o fim do auxílio e o desemprego, muita gente perdeu o poder de compra", afirmou Lozano Freitas Rocha, de 47 anos, dono de uma loja de sapatos.

Comerciante Lozano Freitas Rocha acredita que a população está com medo de sair devido à pandemia

Já Diego Tadeu, de 29, que é fiscal em uma farmácia, concluiu que o movimento não mudou muito em relação aos últimos dias, mas hoje, especificamente, está menor. "O movimento está mais fraco hoje. Parece que quando não pode, o povo sai. Quando pode, ficam com medo".

Os estabelecimentos comerciais considerados não essenciais estavam autorizados a funcionar a partir das 9h. No entanto, o cenário no Centro da cidade não foi esse.

A reportagem flagrou algumas lojas abertas antes do horário e alguns vendedores sem máscara. Não havia verificação da temperatura dos clientes na entrada.

Diego Tadeu avalia que, no primeiro dia da flexibilização, o movimento está baixo 

Em nota, a Prefeitura de BH informou que vai intensificar as fiscalizações nos estabelecimentos comerciais da cidade para que as regras contidas no decreto sejam devidamente cumpridas.

"Todo o efetivo da Guarda Municipal, os fiscais da Subsecretaria de Fiscalização e os da Vigilância Sanitária estarão nas ruas para autuar os estabelecimentos que descumprirem os protocolos sanitários. Os comerciantes estarão sujeitos à interdição e multa no valor de R$ 18.359,66. O cidadão pode fazer denúncias nos canais da PBH: telefone 156, APP PBH e Portal de Serviços", disse o executivo municipal. 

Medidas de prevenção

Nas vias do Centro da capital, muitos se arriscaram sem equipamentos de segurança ou com as máscaras mal colocadas.

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), por sua vez, enviou fiscais para garantir o cumprimento das as medidas sanitárias, mas não foi o suficiente. A Guarda Municipal (GM) e a Polícia Militar (PM) também circularam.

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