Cerca de 300 pessoas ocupam nesta quarta-feira (11), como forma de protesto, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), na avenida Barbacena, na divisa dos bairros Barro Preto e Santo Agostinho, na região Centro-Sul da capital. Segundo a Polícia Militar (PM), os manifestantes fazem parte do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).
 
Os integrantes foram para o local por volta das 16h, após se reunirem na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no bairro Santo Agostinho. De acordo com Rafaella Dotta, membro do MAB, o ato na Cemig tem por objetivo fazer uma reunião com o presidente da companhia. O assunto a ser debatido é a situação de "milhares de famílias atingidas por barragens em diversas regiões no Estado que lutam para que seus direitos sejam respeitados".
 
Rafaella explicou que o grupo reivindica o pagamento de indenizações e de acordos coletivos não cumpridos. Além disso, o movimento é contra o preço da conta de luz, pois, segundo ela, tanto o ICMS, quanto o preço do kilowatt, estão muito caros.
 
O movimento defende ainda indenizações e maior apoio a pessoas que moravam em áreas que precisaram ser inundadas para a construção de pequenas e grandes barragens e hidrelétricas. Entre as reivindicações do grupo também está a criação de uma política estadual para atingidos por barragens, mineração e grandes projetos.
 
Ato faz parte da Jornada de Nacional de Luta em Defesa dos Direitos dos Atingidos por Barragens, que acontece entre 11 e 13 de março em todo o país.
 
Atualizada às 20h28