O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ajuízou uma ação civil pública contra a mineradora Anglo American pelo acionamento indevido de uma sirene de alerta de rompimento nas imediações da barragem do complexo Minas-Rio, em Conceição do Mato Dentro, na região Central do Estado, no dia 3 de janeiro.

O MPMG entende que o fato teria gerado "caos público, pânico coletivo e transtornos graves" aos cerca de 400 moradores das comunidades de São José do Jassém, Passa Sete e Água Quente, situadas dentro da área de autossalvamento da barragem, que contém 60 milhões de m³ de rejeitos.

Os promotores de Justiça Rafael Parisoto, Luís Bortoncello, André Sperling e Francisco Generoso cobram da mineradora R$ 2 milhões de indenização pelo que consideram ser violações dos direitos humanos e sociais da população que reside nessas localidades. Esse valor deverá ser destinado às comunidades atingidas.

"A situação de medo e angústia causada pela barragem de rejeitos às comunidades é, há tempos, de pleno conhecimento da empresa, que, mesmo tendo sido demandada pelo Ministério Público em diversas ocasiões, inclusive para realizar o reassentamento da comunidade de São José do Jassém, nada de concreto fez para mitigar ou reparar os danos e impactos que vem causando aos moradores dessas localidades”, afirmaram os promotores de Justiça, em material divulgado pelo MPMG.

O que diz a Anglo American

Por meio de nota, a Anglo American afirmou que o acionamento da sirene foi acidental e não voluntário e que deu toda a assistência às comunidades no episódio.

A empresa afirmou que irá apresentar sua defesa e se manifestar nos autos do processo.