Representantes do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) se reuniram nesta quarta-feira (3) com seis integrantes da Assembleia Popular Horizontal (APH) para discutir sobre o valor das passagens do transporte coletivo adotadas em Belo Horizonte. Durante o encontro, parte do grupo que desde sábado (29) ocupa a Câmara Municipal apresentou vários questionamentos sobre irregularidades e falta de transparência da Prefeitura de BH, da BHTrans e das empresas que atuam na capital.
 
O promotor Eduardo Nepomuceno, por meio da assessoria de imprensa do MPMG, informou que recebeu as denúncias dos manifestantes e que irá analisar quais medidas poderão ser adotadas. Gladson Reis, membro da APH e que participou do encontro, garantiu que o órgão pode abrir nos próximos dias uma ação cívil pública notificando os responsáveis pelo transporte público da BH sobre as irregulares. 
 
Na terça-feira (2), o presidente da BHTrans, Ramon Victor Cesar, afirmou que desconhece de que forma foi fixado o valor da passagem de ônibus na capital, definido em 2008 como R$ 2,10. Como mostrou com exclusividade o Hoje em Dia, a administração não apresentou quais custos compõem a tarifa, que é referência para os reajustes anuais feitos pela BHTrans. Um servidor de carreira da Prefeitura de BH afirma que a administração “não tem essa planilha”. O valor foi estabelecido na gestão de Fernando Pimentel (PT).