Uma mulher de 27 anos, mãe de cinco filhos, foi morta em uma emboscada e teve o corpo encontrado somente três dias depois em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Quando o corpo foi identificado, cerca de duas semanas e meia depois, a Polícia Civil intensificou as investigações e prendeu três suspeitos: uma mulher e o marido dela, ambos com 38 anos, e o irmão da suspeita, um jovem de 20 anos. O motivo do crime seria o envolvimento da vítima com o marido da suspeita. 

Segundo a delegada Adriana das Neves Rosa, da Delegacia de Homicídios de Santa Luzia, o corpo foi encontrado no dia 9 de maio deste ano, em um bairro deserto de Santa Luzia, já em avançado estado de decomposição. As investigações apontaram que a vítima e o homem de 38 anos eram amantes e a traição foi descoberta pela mulher dele, que está grávida de 8 meses, e também era amiga da vítima. 

"Por causa disso a vítima chegou a ser agredida pela mulher e teria se mudado para Justinópolis [em Ribeirão das Neves], mas continuou o relacionamento com o homem que, inclusive, custeava a moradia e alimentação dela. A mulher dele descobriu que eles continuavam tendo contato e teria insistido com o marido para ir se encontrar com a amante dele quando eles marcassem de se ver, porque queria conversar com ela", explica a delegada. 

Segundo ela, a amante não sabia que a esposa do homem com quem estava se relacionando também estaria presente. "Foi uma emboscada", disse. Além do casal, o irmão da mulher também foi ao local marcado, ermo e de difícil acesso, para surpreender a vítima.   

Ao se encontrarem, as mulheres teriam começado a discutir e a suspeita agrediu novamente a vítima, que tentou fugir, mas teria sido imobilizada pelo amante com um "golpe de gravata". "Com isso, ela teria desmaiado e, posteriormente, arrastada e jogada no barranco onde seu corpo foi encontrado", explica a delegada.   

O casal, que já tinha passagem pela prisão por tráfico de drogas, e o irmão da suspeita, irão responder por homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, emboscada e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. "Foi uma vingança por causa da traição. A suspeita teria se sentido muito traída e magoada por causa da relação extraconjugal e pela relação de amizade que tinha com a vítima que, inclusive, já teria morado na casa dela. A suspeita foi a cabeça pensante do crime e exerce uma influência muito forte no marido e no irmão", conclui a delegada.   

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