Após conhecer e começar a se relacionar a distância com um homem que dizia ser delegado pelo Facebook, uma mulher de 25 anos acabou indo para Sete Lagoas, na região Central do Estado, esperando viver uma história de amor. Porém, acabou descobrindo que a pessoa não era quem dizia ser, sendo mantida em cárcere privado por quase três meses. A vítima foi resgatada, na manhã de sexta-feira (27), pela Polícia Militar (PM). 

A ocorrência teve início depois de um pastor de Recife procurar a corporação para denunciar que a jovem, natural de Carriri, em Sergipe, o procurou pela mesma rede sociail e contou que estava sendo mantida presa em uma casa pelo homem de 37 anos. O denunciante passou um número de celular para que os policiais conversassem com a vítima, já que ela não poderia atender uma ligação por estar perto do suspeito. 

Com isso, um policial começou a conversar com a mulher, que confirmou a situação e pontuou que só podia sair da casa para comprar algo e retornar logo em seguida. Foi sugerido que ela pedisse para comprar algo e aguardasse a chegada de uma viatura da PM. A vítima então falou com o homem que precisava comprar café, momento em que foi resgatada pela polícia. 

Com a mulher em segurança, a PM montou uma operação para invadir o imóvel e prender o suspeito. O apartamento, localizado na rua Antônio Olinto - uma via bastante movimentada -, ficava em cima de uma igreja evangélica. Ao chegar, os militares chamaram o homem pelo nome, que abriu a porta e recebeu imediamente a voz de prisão em flagrante por cárcere privado. 

Casa tinha apenas cobertores 

Quando os agentes entraram no apartamento, perceberam que não existia sequer um único móvel no local, mas apenas alguns cobertores jogados no chão e poucos itens, como um rádio comunicador com carregador, um celular sem bateria e outro com carga, e alguns cartões de débito e crédito. 

Depois da prisão do suspeito, a vítima conversou com os militares e contou que o conheceu há cerca de três meses, começando um relacionamento pela rede social. O homem, que até então dizia se chamar Rodrigo e ser delegado da Polícia Civil (PC), combinou de se encontrar com ela, que foi até a cidade de Três Pontas e, depois, para Sete Lagoas. 

Ao chegar na rodoviária, entretanto, ela foi recebida pelo suspeito, que afirmou que o Rodrigo estaria preso e que ele ficaria com ela. Conforme o relato da vítima, ela aceitou ir até a casa do homem desconhecido por não conhecer mais ninguém na cidade. Ela disse ainda que, durante todo o período que passou lá, foi alvo de diversas ameaças e agressões, não tendo coragem de fugir por o homem ter dito que a mataria se ela o fizesse. 

Os dois foram conduzidos para a Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher da cidade. Procurada, a assessoria de imprensa da PC informou que a delegada ratificou a prisão do suspeito por cárcere privado, que tem pena de 2 a 5 anos quando o crime tem mais de 15 dias de duração. Agora, a instituição investigará o caso. 

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