Uma mulher de 32 anos foi presa nessa quarta-feira (17) suspeita de estuprar cinco crianças e adolescentes com idades entre 1 ano e 10 meses a 15 anos na região do Alto Paranaíba. A maior parte dos abusos aconteceu na cidade de Guimarânia, que tem menos de 8 mil habitantes, mas a mulher foi presa em Santa Juliana, onde residia atualmente. A Polícia Civil espera que com a divulgação dos crimes, mais vítimas apareçam. 

Segundo a delegada Ana Cláudia Pádua Passos, que responde pelas delegacias de Cruzeiro da Fortaleza e de Guimarânia, a primeira denúncia surgiu em janeiro deste ano, mas alguns abusos aconteciam há mais de seis anos. O caso chamou a atenção por se tratar de uma mulher cometendo o crime de estupro de vulnerável, o que foi considerado "atípico", já que na grande maioria dos casos, os autores são do sexo masculino. 

As vítimas são meninos e meninas de 1 ano e 10 meses, 6, 8, 12 e 15 anos, e a mulher, que inclusive tem filhos pequenos, agia sozinha. "Atualmente, ela trabalhava na zona rural de Santa Juliana. As vítimas são do convívio social dela, são crianças que conviviam com ela diariamente e que tinham confiança. Ao denunciar, alguns pais relataram que notaram um comportamento mais arredio nas crianças, mas que não associaram à mulher", conta a delegada. 

A mulher manipulava os órgãos genitais das vítimas e praticava sexo oral nelas. A polícia chegou até lá após apreender o celular de um homem onde ele armazenava pornografia infantil. Ele e a mulher trocavam mensagens, mas o homem não chegou a ser preso porque, segundo a delegada, este tipo de crime tem pena inferior a quatro anos de prisão e, portanto, não caberia prisão preventiva. Mas o suspeito vai ser processado e um inquérito foi instaurado para investigá-lo. 

Na delegacia, a mulher negou os estupros e assumiu a divulgação de pornografia infantil, já que compartilhava o conteúdo em redes sociais e aplicativo. Ela segue detida no presídio de Araxá. As vítimas estão sendo acompanhados pelo Conselho Tutelar. Se outras pessoas tiverem informações ou novas denúncias contra a mulher, basta contatar a Delegacia de Santa Juliana ou a Delegacia Regional de Patrocínio, cidade onde a mulher também morou por um tempo. 

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