Uma mulher acusada de dopar o namorado e queimá-lo vivo foi condenada a 17 anos e seis meses de prisão em regime fechado, durante julgamento em Belo Horizonte, nesta terça-feira (14). O crime ocorreu em 2012.

De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o júri popular teve início ainda na manhã e foi encerrado no período da tarde. Conforme denúncia do Ministério Público (MPMG), a motivação do assassinato foi passional.

Isso porque a mulher, de 56 anos, ateou fogo no companheiro, de 35, porque não aceitou o fim do relacionamento. Ela teria chamado o homem à residência dela, no bairro Olhos D'Água, na região Oeste da capital, e dado dois comprimidos diluídos em um copo de café com leite à vítima.

Ainda de acordo com o órgão, a mulher jogou álcool e ateou fogo no ex, que não conseguiu reagir devido à sonolência causada pelo medicamento. O MPMG defendeu que o homicídio foi praticado por motivo torpe e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Nesta terça, durante julgamento, a acusada admitiu que colocou fogo no homem, mas negou que tenha dado o remédio a ele.

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