Foi arquivado o processo movido pelo músico Gustavo Amaral, o Gustavito, conhecido em Belo Horizonte por integrar alguns grandes blocos de Carnaval, por calúnia contra a mulher que afirmou ter sido abusada por ele. Em março de 2017, uma postagem no Facebook, feita por uma amiga da mulher que o acusou do crime, viralizou nas redes sociais.

Quando o caso ganhou repercussão na internet, a mulher que teria tido uma relação sexual com o artista foi até a delegacia e prestou uma denúncia – mas o inquérito acabou sendo arquivado, por incongruência nos depoimentos prestados por Lírio. Pouco tempo depois, o músico moveu um processo criminal contra ela, por calúnia.

Gustavito fez uma publicação no Facebook sobre o arquivamento do processo, realizado após um acordo entre as partes. Ele reproduziu o pedido de desculpas formal feito pela mulher de 36 anos. No texto, ela afirma que foi “mal orientada e induzida por terceiros a produzir divulgação dos fatos nas redes sociais. Dessa forma, setores da sociedade, movimentos sociais e imprensa interpretaram relatos erroneamente atribuindo conduto criminosa (estupro de vulnerável e transmissão de HPV) aos fatos e dando repercussão aos fatos. Assim, peço desculpas públicas a Gustavo, pois, apesar de não ter sido a minha intenção, reconheço os danos causados injustamente à pessoa do querelante”. 

"Foi muito doloroso. Essa história trouxe prejuízos pessoais e profissionais, eu tive que passar por uma reestruturação da minha carreira", afirmou Gustavito, que em 2017 vivenciava um ótimo momento na carreira, com shows marcados em outros Estados.

Segundo o artista, é importante mostrar publicamente que é inocente perante a Justiça. "Agora é seguir em frente se for possível, pois sempre tenho que lidar com ataques. As pessoas não buscavam saber da história, sempre me tachavam de culpado", afirmou.

A advogada da mulher, que ficou conhecida publicamente pelo codinome Lírio, afirmou que a cliente não está dando entrevistas sobre o assunto. 

* Com Bernardo Almeida