O Tribunal de Justiça de Minas Gerais concedeu liberdade provisória à mulher de 36 anos que foi detida por injúria racial, desacato e homofobia nessa quinta-feira (5). Ela será solta diante do pagamento de fiança de R$ 10 mil. As condições para a liberdade provisória determinam que ela não poderá se afastar de Belo Horizonte sem avisar por mais de 30 dias e deverá se apresentar mensalmente à justiça.

A decisão foi tomada em audiência de custódia realizada na manhã deste sábado. O caso também passa a correr sob segredo de justiça a partir de agora.

Ofensas

O taxista Luís Carlos Alves Fernandes, de 51 anos, disse que estava trabalhando em um ponto de táxi na avenida Álvares Cabral, em frente ao prédio da Justiça Federal, quando ouviu a mulher maltratar um idoso com que ela esteve. Ele interveio e ofereceu ajuda ao idoso, a quem perguntou se precisava de um táxi. A mulher teria então respondido, segundo a vítima: "Precisando de táxi eu estou mesmo, só que eu não ando com negro”. 

Segundo a Polícia Civil, a mulher, que foi autuada em flagrante por Injúria Racial, Desacato, Desobediência e Resistência, continuou repetindo os mesmos crimes pelos quais foi presa durante acompanhamento na Central de Flagrantes, no Departamento da PC: ela se negou a ser atendida por um policial negro e chegou a cuspir no pé do militar, e ainda ofendeu uma agente ao chamá-la de 'sapata'. Por essa razão, os crimes foram somados.

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