Foi condenada a 16 anos de prisão, em regime fechado, por homicídio duplamente qualificado, a mulher que assassinou a síndica do prédio onde morava, no bairro Parque São José, na região Oeste de Belo Horizonte, na noite do Natal de 2017. Como já estava detida, a suspeita ainda cumprirá pena por 14 anos, 8 meses e 9 dia de detenção, segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Além disso, ela também foi condenada a outros dois meses em regime aberto pelo crime de ameaça. 

A síndica Ludmilla Rivas da Silva, de 37 anos, morreu após ser atingida por uma facada no pescoço, quando foi pessoalmente reclamar dos barulhos que a suspeita estaria fazendo no apartamento. Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a suspeita atacou a vítima depois que as duas discutiram na porta do apartamento da agressora. A síndica foi levada para o Hospital João XXIII, mas não resistiu ao ferimento e morreu.

Testemunhas informaram que, na ocasião, vizinhos apareceram em seguida para auxiliar a vítima, mas a agressora fugiu, com o filho de aproximadamente 2 anos no colo. Na fuga, ela levou a faca do crime e chegou a ameaçar outros moradores. Um dos vizinhos foi agredido com uma mordida no braço ao tentar impedir que a mulher se retirasse do local do crime, mas eles acabaram conseguindo imobilizá-la até a chegada da Polícia Militar.

A suspeita está presa na penitenciária Jason Soares Albergaria, em João Joaquim de Bicas, na Grande BH, desde a data do assassinato. Ela foi denunciada por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima. Nove testemunhas, dentre acusação e defesa, estavam previstas para serem ouvidas durante o julgamento, que teve início às 8h30 desta segunda-feira (15).

Suspeita confessou crime

Conforme o TJMG, a própria agressora admitiu ter golpeado a vizinha por motivos banais, contando ainda que ela e a vítima já haviam discutido pelo interfone antes de Ludmilla subir até a residência. Em seu depoimento, a suspeita, que tinha 27 anos na época do crime, alegou que estava cozinhando e que a vítima a empurrou e que, por reflexo, desferiu a facada.

A ré admitiu ainda que era usuária de drogas e que sofria muito preconceito dos outros moradores, não sendo sequer convidada para as reuniões de condomínio e que todos do prédio se incomodavam com tudo o que ela fazia.

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