Será julgada na próxima segunda-feira (15) a mulher que assassinou, na noite do Natal de 2017, a síndica do prédio onde morava, no bairro Parque São José, na região Oeste de Belo Horizonte. Ludmilla Rivas da Silva, de 37 anos, morreu após ser atingida por uma facada no pescoço quando foi foi pessoalmente reclamar dos barulhos que a suspeita estaria fazendo no apartamento. O julgamento está previsto para começar às 8h30 no 2º Tribunal do Júri da capital mineira. 

Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a suspeita atacou a vítima depois que as duas discutiram na porta do apartamento da agressora. A síndica foi levada para o Hospital João XXIII, mas não resistiu ao ferimento e morreu.

Testemunhas informaram que vizinhos apareceram em seguida para auxiliar a vítima, mas a agressora fugiu, com o filho de aproximadamente 2 anos no colo. Na fuga, ela levou a faca do crime e chegou a ameaçar outros moradores. Um dos vizinhos foi agredido com uma mordida no braço ao tentar impedir que a mulher se retirasse do local do crime, mas eles acabaram conseguindo imobilizá-la até a chegada da Polícia Militar (PM).

A suspeita está presa na penitenciária Jason Soares Albergaria, em João Joaquim de Bicas, desde a data do assassinato. Ela foi denunciada por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima. A ré vai responder também pelo crime de ameaça cometido contra um outro vizinho. Nove testemunhas, dentre acusação e defesa, estão previstas para serem ouvidas.

Suspeita confessou crime

Conforme o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a própria agressora admitiu ter golpeado a vizinha por motivos banais, contando ainda que ela e a vítima já haviam discutido pelo interfone antes de Ludmilla subir até a residência. Em seu depoimento, a suspeita, que tinha 27 anos na época do crime, alegou que estava cozinhando e que a vítima a empurrou e que, por reflexo, desferiu a facada.

A ré admitiu ainda que era usuária de drogas e que sofria muito preconceito dos outros moradores, não sendo sequer convidada para as reuniões de condomínio e que todos do prédio se incomodavam com tudo o que fazia.

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