Orientar a população e oferecer assistência jurídica para quem precisa. Esse é a função dos defensores públicos, que realizam nesta segunda-feira (19), em todo o país, um mutirão de atendimento ao cidadão. Em sua sexta edição, o evento acontece na Praça 7, Centro de BH.
 
Na ação, os defensores pretendem tornar o atendimento mais ágil. “A ideia é tornar o serviço mais eficaz e mostrar as diversas área de atuação da Defensoria”, reiterou a vice-presidente da Associação dos Defensores Públicos de Minas Gerais (Adep-MG), Marolinta Dutra. 
 
“Vamos tirar as dúvidas da população e, se necessário, encaminhar para o atendimento”, emendou Marolinta. A demanda, sempre crescente, vai desde reconhecimento de paternidade à divergência com vizinhos. É que o órgão atua nas áreas criminal, familiar, da infância e juventude, violência contra a mulher, educação, saúde, idosos e pessoa com deficiência física, entre outras. 
 
Em 2013, foram realizados 588 mil assistências jurídicas em Minas. Somente nos quatro primeiros meses deste ano, a Defensoria registrou 222 mil atendimentos em todo o estado. “Há uma grande lacuna entre a necessidade da população e o número de profissionais disponibilizados. Em Minas, há pelo menos 40% das comarcas com o número reduzido de profissionais e isso compromete diretamente a assistência para quem precisa”, salientou Marolinta. 
 
Para a técnica em higiene bucal Ana Lúcia de Castro, de 32 anos, o trabalho da Defensoria Pública foi a única maneira de garantir assistência médica para a mãe dela. “Ela (mãe) estava com pneumonia e precisava de internação urgente em um CTI, mas na época não tinha vaga pelo SUS”, contou.
 
Sem condições de custear um advogado, Ana Lúcia procurou a Defensoria, que acionou a justiça. “No fim das contas, arrumaram uma vaga para minha mãe. Isso foi determinante para a recuperação dela”, relembrou a técnica em higiene bucal.