Após a notícia sobre o fim do relógio do Itaú, que funcionava há mais de 40 anos sobre um dos mais tradicionais prédios de Belo Horizonte, o edifício JK, no Barro Preto, região Centro-Sul da capital, moradores iniciaram um movimento nas redes sociais para tentar impedir que o banco conclua a retirada do dispositivo, que já se encontra desligado. Com a hashtag "NãoÉSóUmRelógio", usuários do Tweeter estão contando histórias que envolvem o relógio e fazendo apelos à empresa. 

"Quando vim para BH, tinha uma namorada que morava no Barro Preto. O relógio do JK era minha referência para saber que estava próximo da casa dela", escreveu Eduardo Raniery na rede social. "Meu pai está p... com essa notícia e eu rachando das histórias dele, da época que ele jogava uma pelada debaixo de um viaduto e marcava o tempo pelo relógio do Itaú. Na moral, esse marco de BH não pode ter fim", protestou João Vaz. 

Procurada pelo Hoje em Dia, a assessoria de imprensa do banco Itaú explicou, por uma nota, que o fim do relógio se deve às "mudanças na legislação de várias cidades brasileiras ocorridas nos últimos anos. "O Itaú Unibanco revisitou a estratégia de exposição de sua marca e, nesse contexto, decidiu descontinuar o investimento atrelado ao relógio localizado na cobertura do Edifício JK", finaliza o texto. 

Confira algumas outras postagens de moradores contra a retirada do relógio: 

 

 

 

 

 

 

 

 

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