A Polícia Civil (PC) tenta identificar três suspeitos do assassinato de um adolescente de 15 anos, ocorrido na quadra de uma escola municipal de Governador Valadares, na região do Rio Doce. O crime foi registrado na tarde do último domingo (3), quando um grupo de moradores da região invadiu a escola para jogar bola.

Segundo o Boletim de Ocorrência, a Polícia Militar (PM) foi acionada na rua Cantídio Ferreira da Silva, na quadra da Escola Municipal Marilourdes Nunes Coelho, onde testemunhas contaram que várias pessoas estavam jogando futebol quando dois homens entraram. Um deles segurou o menor e gritou para que todo mundo saísse do local pois o "caso" era com a vítima. 

quadra escola
Ex-aluno e outros garotos jogavam bola após invadir a escola onde o crime aconteceu

Os presentes relataram ainda ter ouvido o adolescente gritar "não faz isso comigo não" poucos antes de diversos disparos de arma de fogo acontecerem. Os presentes, que tinham fugido do local após a chegada dos suspeitos, retornaram após a fuga, encontrando o menor todo ensanguentado e já sem vida. 

A perícia da PC constatou que o garoto foi atingido por aproximadamente seis disparos. Um outro adolescente, também de 15 anos, disse ter percebido somente depois que também foi atingido por um dos disparos no pé. 

Procurada pelo Hoje em Dia, a Prefeitura de Governador Valadares informou, por meio de nota, que o adolescente assassinado era ex-aluno da instituição. "No fim de semana, a quadra da escola foi invadida por jovens para prática esportiva. Segundo informações de populares, o fato aconteceu após um desentendimento entre eles", conclui o texto. 

Suspeitos

A PM recebeu informações de quem seriam os autores do crime, jovens de 18, 20 e 21 anos. Segundo os relatos ouvidos pela polícia, o crime teria ocorrido por vingança.

A apuração apontou que a vítima estaria envolvida no homicídio de um integrante da gangue do bairro Atalaia, onde está localizada a escola. Ele teria sido morto recentemente por integrantes da facção rival, que atua no bairro vizinho chamado Azteca. 

Apesar das buscas, nenhum dos três suspeitos foi localizado ou preso. 

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