O que era para ser motivo de alegria se transformou em dor de cabeça para muita gente. Nas redes sociais pipocam reclamações de quem comprou produto na internet para ser entregue até a véspera do Natal, mas que até agora não recebeu a encomenda.

Na página do Facebook dos Correios, podem ser lidas dezenas de reclamações em relação à demora na entrega de produtos encomendados antes das festividades de fim de ano. Os comentários são feitos pelos internautas mesmo em posts da empresa que não têm relação direta com entregas, como foi o caso da música tema da delegação brasileira que disputará os Jogos Olímpicos do Rio neste ano.

Já no site Reclame Aqui a maioria esmagadora das reclamações contra as lojas virtuais diz respeito ao não cumprimento do prazo de entrega. 

Para que o cliente busque seus direitos, o coordenador do Procon Assembleia, Marcelo Barbosa, afirma que é imprescindível ter em mãos um documento que comprove o prazo de entrega. "Pode ser um e-mail, por exemplo. Geralmente essas comprar emitem comprovantes que estabelecem os prazos mínimo e máximo. É esse documento que o consumidor tem que ter em mãos", explica.

De acordo com Barbosa, com o comprovante em mãos, o consumidor pode exigir os direitos previstos nos artigos 30 e 35 do Código do Consumidor: o primeiro deles é a entrega imediata do produto. A segunda opção é aceitar um outro produto no lugar e uma outra saída é pedir o dinheiro de volta.

Segundo o coordenador, o consumidor deve procurar diretamente o estabelecimento onde foi efetuada a compra. "Ele pode ainda entrar com uma ação de perdas e danos contra a empresa. Para isso ele deve procurar o Procon”.

Resposta

Por nota, a assessoria de imprensa dos Correios afirmou que todo o processo operacional postal e de encomendas em todas as fases (postagem, tratamento e distribuição) funcionou normalmente no mês de dezembro/2015 em Minas Gerais, "ou seja, não tivemos problemas". O texto diz que o mesmo quadro se estende aos primeiros dias de janeiro.

Com relação à distribuição nacional, os Correios implantaram um plano emergencial para atender à demanda de fim de ano, no entanto, com o aumento do volume de encomendas em torno de 40%, alguns atrasos pontuais foram registrados. "Informamos que esta semana as entregas estão sendo regularizadas".