A Defesa Civil de Minas Gerais confirmou que o número de mortos pelo rompimento de barragem em Brumadinho, na região Metropolitana de Belo Horizonte, subiu para 58 na noite deste domingo (27). Agora, são 19 corpos identificados, 192 resgatados e outros 305 desaparecidos. Segundo o tenente-coronel Flávio Godinho, o número de óbtos vai aumetnar, pois as buscas vão continuar em dois pontos onde já foram confirmadas vitimas.

"Nos trabalhos de resgate deste domingo, 21 novos corpos localizados. No período da tarde, um ônibus de funcionários da Vale foi encontrado submerso na lama, próximo à região onde funcionava a barragem da Mina do Feijão. Por conta disso, o número de mortes vai aumentar", explicou o coordenador da Defesa Civil Estadual.

Além do local onde foi localizado o ônibus, outro ponto está previsto trablhos de resgate dos Bombeiros. Uma casa em uma área rural teriam três pessoas em seu interior. Equipamentos de luz foram enviados para o local para auxiliar os militares. "Enquanto existir força e esperança, os bombeiros vão continuar as buscas", afirma o tenente-coronel.

As autoridades reforçam o pedido para que populares e voluntários não tentem acessar as áreas de lama, pelo risco de se acidentarem. "A lama ainda não está sedimentada, o que requer técnica para acessá-la", explica o tenente e porta-voz do Corpo de Bombeiros, Pedro Aihara. Conforme o militar, a intenção da corporação é resgatar o máximo de corpos possível, mas não descarta a possibilidade de alguns permanecerem sem ser recuperados. 

Ele ainda explicou que o refeitório onde dezenas de trabalhadores almoçavam não foi localizado. "Acreditamos que, devido a força da lama, ele tenha se deslocado". 

Cerca de 280 bombeiros, sendo 220 mineiros e 60 de outros estados trabalham nas buscas, além de policiais e membros da Defesa Civil. Durante o dia, o turno conta com 270 homens. Eles trabalham com 14 pontos de provável localização de vítimas. A quantidade deve aumentar nesta segunda-feira (28), conforme chegam informações. 

O tenente Pedro Aihara voltou a afirmar que não há, no momento, risco de rompimento de uma terceira barragem. A água foi bombeada e a estrutura tem, agora, 140 mil m³. 

Golpes

O major Flávio Santiago voltou a alertar as pessoas sobre golpes, para que não caiam em falsas campanhas, principalmente aquelas que pedem dinheiro. Mesmo as campanhas sérias de doações, no momento, não são necessárias. Segundo o major, por causa da grande mobilização que a tragédia provocou, há donativos suficientes para atender quem precisa e grandes quantidades poderiam levar ao desperdício de alimentos. 

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