O ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o "Bola", voltou a sentar no banco dos réus nesta quinta-feira (7). Condenado a 22 anos de prisão pela morte da modelo Eliza Samúdio, ex-amante do goleiro Bruno, Bola agora está sendo julgado pelo homicídio do carceiro Rogério Martins Novello.

O assassinato aconteceu em 2000 e, em novembro de 2012, o ex-policial foi julgado e inocentado do crime. Contudo, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) não concordou com a sentença, recorreu e conseguiu que o réu fosse novamente julgado.

A sessão teve início nesta manhã, quando testemunhas de defesa e acusação foram ouvidas pelo juiz Elexander Camargos Diniz. Nenhuma das pessoas que prestaram depoimento reconheceram Bola como o autor dos tiros que mataram o carcereiro.

O julgamento foi encerrado por volta das 20h45 e será retomado na sexta-feira (8), quando, após os debates entre a acusação e defesa , o conselho do júri, formado por quatro mulheres e três homens decidirá, se Bola é culpado ou inocente do crime.

A acusação do caso está sendo feita pelo promotor Daniel Saliba de Freitas. Já a defesa está a cargo dos advogados Ércio Quaresma, Fernando Magalhães e Zanone Júnior.
 
Assassinato

Segundo denúncia do MP, o ex-policial foi quem atirou contra o carcereiro em 2000, na porta do estabelecimento comercial onde trabalhava, no bairro São Joaquim, em Contagem. No dia do crime, a vítima estava dentro de um veículo. Ainda conforme o MP, o homicídio foi encomendado.

Além disso, foi argumentado que dados do processo revelam que o réu teria estreitado o local de trabalho do carcereiro na tentativa de identificar sua vítima. O ex-policial foi reconhecido em 2010 pela irmã da vítima, que presenciou o crime. Ela o identificou como o responsável pela morte do irmão depois que viu sua imagem sendo veiculada em diversas emissoras de TV e em jornais pelo envolvimento no assassinato de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno.

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