O aplicativo Transformar Contagem, que prentende conectar instituições sociais e pessoas interessadas em realizar trabalho voluntário, está em fase de finalização para ser lançado no próximo dia 30 de abril. O projeto do estudante de Gestão Pública Pedro Pimenta da Veiga, de 23 anos, e outros três amigos foi abraçado pela Prefeitura de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. "Queremos unir quem quer ajudar com quem precisa ser ajudado, conectar pessoas de diferentes realidades, sobretudo para fazer o bem. Atualmente não existe um canal claro para isso", afirma Pedro.

A inspiração, segundo o coordenador voluntário do projeto, surgiu de uma ideia parecida em Recife (PE). Ele contou que no início eram 150 voluntários e atualmente são 180 mil na capital pernambucana. Já em Contagem, os quatro primeiros voluntários do projeto, sendo Pedro e outros três coordenadores, também querem multiplicar o trabalho de doação. Para isso, o grupo, que recebeu uma lista com cerca de 160 instituições, já percorreu cerca de 90 que demonstraram interesse em participar do app. "Neste primeiro momento, estamos mapeando o que cada uma delas precisa, depois vamos reunir isso tudo na plataforma", explica Pedro de olho também em projetos sociais menores, que extrapolem a lista das cerca de 160 instituições a que eles tiveram acesso. 

Para o projeto, foram investidos cerca de R$ 450 mil, por parte da Prefeitura de Contagem, e a gestora desse dinheiro é a instituição Lar de Marcos, que acolhe crianças em situação de vulnerabilidade. A instituição foi escolhida por meio de um chamamento público. 

A próxima etapa do projeto é convocar voluntários, que devem ser buscados inicialmente nas faculdades. A negociação com a direção desses locais já começou. Pedro conta que a proposta é que as horas extras curriculares sejam convertidas em trabalho voluntário. Estudantes de diversos cursos podem participar: Direito, Psicologia, Engenharia, entre outros. "Se o telhado de uma instituição está com problema, por exemplo, um engenheiro pode doar o trabalho", explica o coordenador do projeto.

Doação

A plataforma também vai permitir doações de móveis ou outros artigos de necessidade da instituição. "De repente a pessoa tem uma mesa em casa e não sabe para quem doar. Ela pode, então, acessar o aplicativo, abrir a aba doações e descobrir qual instituição está precisando daquela mesa", esclarece Pedro, que deseja transformar a ideia em projeto de lei, como aconteceu em Recife, e chegar a diferentes cidades de Minas.

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