O novo ciclone bomba, que se forma entre esta segunda (14) e terça-feira (15), na costa Sul brasileira, poderá destelhar casas e derrubar árvores no Sul e Zona da Mata de Minas. O fenômeno, no entanto, é mais brando do que o registrado há dois meses no Sul do país, que matou 10 pessoas.

De acordo com o meteorologista Cleber Souza, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o ciclone está atuando em distância afastada no oceano e, por isso, afetará mais a costa do Sul e do Sudeste do Brasil. No entanto, seus efeitos também poderão ser sentidos em Minas.

"Não tem influência para o Estado. Se houver aumento de vento mais forte será no Sul e Zona da Mata, acima de 50 km/h. Ventos superiores a 40 km/h já são considerados significativos. Se ocorrerem, poderão destelhar casas, derrubar árvores e postes de luz", afirmou.

Segundo o especialista, o fenômeno em formação nesta segunda e terça-feira é diferente e não oferece o mesmo risco, justamente por estar mais afastado do continente.

Ciclone bomba

Conforme o Clima Tempo, um ciclone extratropical é uma área de baixa pressão atmosférica, geralmente, associada a frentes frias. O fenômeno é comum na América do Sul. Já o termo ciclone bomba se refere à ocorrência de queda acentuada e rápida de pressão do ar.

"Esta situação não acontece sempre, e os meteorologistas ficam mais atentos quando notam que a pressão do ar está baixando muito rapidamente em um local, pois isto é sinal de ventania e tempestade", informou o site do instituto.

Na costa Sudeste brasileira, a previsão, ainda segundo o Clima Tempo, é de agitação marítima e ventania. As rajadas mais intensas, de até 70km/h, ocorrerão no litoral de São Paulo, no Rio de Janeiro, no centro-sul capixaba, além das áreas da Zona da Mata mineira e Sul do Estado.